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Atualizado em: 17/11/2004 |
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Abaixo estão os resumos traduzidos das indicações de rastreamento das principais Instituições Nacionais e Internacionais ligadas ao Câncer Cervical. The American College of Obstetricians and Gynecologists
Recomendações
para esclarecer o rastreamento do câncer cervical em adolescentes 30/09/04 O
comitê da American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG)
publicou uma opinião para ajudar a esclarecer a confusão sobre quando as
garotas adolescentes deveriam fazer seu primeiro Papanicolaou versus
quando deveriam fazer sua primeira visita ao ginecologista. As novas
diretrizes recomendam que o primeiro Papanicolaou seja realizado
aproximadamente 3 anos após o início das atividades sexuais ou aos 21
anos, o que ocorresse primeiro. Devido às recentes mudanças, que
inclusive alteraram o intervalo da coleta do Papanicolaou, de 1 ano para 3
anos, há uma preocupação de que muitas adolescentes irão receber menos
cuidados de saúde, se elas interpretarem as novas recomendações como
uma indicação de que elas possam atrasar sua primeira visita ao
ginecologista, até os 21 anos de idade. A opinião dos especialistas
lembra que as adolescentes e seus pais podem não identificar que existe
uma diferença entre um Papanicolaou e um exame de rotina anual. “É
muito importante que os pais e seus filhos entendam que segundo as novas
diretrizes, você pode aguardar 3 anos após a primeira relação sexual
para realizar o primeiro Papanicolaou, o que não significa que você deva
aguardar o mesmo tempo para realizar a primeira visita ao ginecologista”
, diz S. Paige Hertweck, MD, da ACOG. A ACOG recomenda enfaticamente que
uma adolescente deve fazer sua primeira visita ao ginecologista para obter
orientações sobre sua saúde, para triagem e prevenção, o que deve
ocorrer entre os 13 e 15 anos de idade, preferencialmente antes que tenha
iniciado suas atividades sexuais. Os dados mostram que 60% das
adolescentes têm sua primeira relação por volta dos 18 anos, o que as
coloca em risco de adquirirem alguma DST, incluindo o HPV, que é o vírus
causador do câncer cervical. Tanto as adolescentes quanto seus pais
precisam entender que uma primeira visita ao médico não inclui,
necessariamente, um exame pélvico ou um Papanicolaou. Sendo que a visita
anual de rotina, incluindo ou não o Papanicolaou, é sempre recomendada.
A ACOG ressalta que as adolescentes podem ser mais suscetíveis do que as
mulheres adultas para a infecção pelo HPV devido a fatores biológicos
ou emocionais. Além disso, também, possuem uma maior prevalência de
resultados citológicos anormais comparadas às mulheres adultas, embora a
gravidade de suas lesões cervicais seja normalmente menor. Ainda de
acordo com a publicação, as adolescentes com citologia anormal devem ser
aconselhadas e monitoradas com maior atenção, para que se evitem
tratamentos agressivos de lesões benignas, já que a maioria das lesões
regride sem necessidade de tratamento, não resultando em câncer
cervical. É muito importante lembrar que uma excisão cirúrgica ou
destruição de tecido cervical em uma adolescente, pode, no futuro,
afetar a sua fertilidade. Leia
o Press
Release de 30/09/04.
Diretrizes revisadas para rastreamento do câncer cervical - necessidade da reeducação de mulheres e médicos Todas mulheres necessitam de exame pélvico anual, mas nem todas as mulheres necessitam de Papanicolaou anual. 04 de maio de 2004
Leia
a revisão da diretriz de 04/05/04
no site da ACOG
ou faça o download
da diretriz de 31/07/03, em pdf
International Agency for Research on Cancer A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o papel do teste para o DNA-HPV no rastreamento do câncer cervical. Maio de 2004
A
IARC cita que o reconhecimento da infecção pelo HPV como tendo relação
direta com as lesões precursoras do câncer cervical tem "implicações
profundas para a prevenção desse tipo de tumor". O parecer da agência
também observa que uma mulher pode ser considerada virtualmente livre do
risco de desenvolver câncer cervical quando da ausência de uma infecção
persistente pelos tipos de alto risco desse vírus. Assim, diz a IARC,
"se justifica o uso do teste para HPV de alto risco no rastreamento e
no manejo das pacientes". O relatório recomenda também que
profissionais da saúde e a população geral sejam educados sobre o HPV e
suas conexões com o câncer cervical. O Dr. Thomas Wright Jr, professor de patologia da Columbia University, em Nova York, EUA, foi um dos estudiosos que fizeram parte do painel da IARC e, durante a abertura da 52ª Reunião Clínica Anual do American College of Obstetricians and Gynecologists, onde mais de 10 apresentações destacaram o mesmo tema, ele citou: "A vantagem do teste de HPV é o seu alto valor preditivo negativo, o que permite que as mulheres tenham a certeza de que, quando o resultado do teste é negativo, efetivamente elas não têm doença cervical. Em contrapartida, a sensibilidade do Papanicolaou é incrivelmente variável, dependendo dos laboratórios e de outros fatores. Outra vantagem de se testar o HPV, é que ele é capaz de predizer quais mulheres poderão desenvolver doença no futuro. Baseado nas informações atualmente disponíveis, eu discutiria com os médicos qual seria a melhor maneira de usar o teste de DNA-HPV como primeira linha no rastreamento do câncer cervical, reservando o exame citológico para determinar as mulheres DNA-HPV positivas que necessitam de testes adicionais. Entretanto, o FDA aprovou recentemente o uso do teste somente em conjunto com o Papanicolaou, para o rastreamento de mulheres com 30 anos ou mais". O
relatório da IARC indica que os métodos mais comuns para testar o
DNA-HPV são a Captura Híbrida® da Digene e o PCR. No entanto, ressalta
que "somente a Captura Híbrida® tem a aprovação do FDA como teste
para rastreamento e manejo" de resultado citológico indeterminado. O
relatório indica também que "novos sistemas comerciais de
rastreamento necessitam de rigorosas avaliações e validações antes de
serem adotados pelos sistemas de saúde pública".
National Health Service Cervical Screening Programme - UK Guidelines for the NHS Cervical Screening Programme Abril de 2004
Faça
o download das diretrizes completas diretamente do site NHSCSP.
Artigo em pdf
Revisão das Diretrizes para Detecção Precoce do Câncer Cervical - 2004 Diretrizes de dezembro de 2002 Revisão publicada na edição de janeiro/fevereiro de 2004 da Revista A Cancer Journal for Clinicians.
Veja aqui a publicação no site da American Cancer Society American Society for Colposcopy and Cervical Pathology Diretrizes para tratamento de mulheres com Neoplasia Intraepitelial Cervical (CIN) Julho de 2003 2001
consensus guidelines for the management of women with cervical
intraepithelial neoplasia. Acesse aqui a página da ASCCP e leia o artigo publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology (2003 Jul;189(1):295-304).
Food and Drug Administration - U.S. Department of Health and Human Services
Indicação do teste de
Captura Híbrida para HPV grupo de Alto Risco associado à citologia
para rastreamento primário do câncer cervical em mulheres com 30
anos ou mais. 31/03/2003 O
mesmo órgão já havia aprovado o uso do teste do DNA-HPV em casos de
alterações celulares no Papanicolaou (ASCUS), logo após estudos que
demonstraram a eficácia superior da Captura Híbrida em identificar as
pacientes com lesões precursoras do câncer cervical em relação à
colposcopia ou à citologia convencional(1). A nova aprovação vem de
encontro ao que já vinha sendo preconizado e discutido no mundo inteiro,
pelos melhores especialistas no assunto para a detecção precoce e prevenção
do câncer de colo. A realização do DNA-HPV associado à citologia em base líquida está disponível no IPOG através da Captura Híbrida e do sistema DNA-CITOLIQ, que permite através de uma só coleta realizar ambos os testes. Para ver a matéria no site do FDA, clique aqui.
11/09/2002 Papilomavírus Humano (HPV) Diagnóstico e Tratamento Prof. Dr. Sérgio Mancini Nicolau "O Projeto Diretrizes é uma iniciativa conjunta da Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina e tem por objetivo conciliar informações da área médica a fim de padronizar condutas que auxiliem o raciocínio e a tomada de decisão do médico. As informações contidas neste projeto devem ser submetidas à avaliação e à crítica do médico, responsável pela conduta a ser seguida, frente à realidade e ao estado clínico de cada paciente." O Capítulo sobre o HPV, traz informações sobre os tipos de diagnóstico, transmissão, epidemiologia e formas de tratamento.
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