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Atualizado em 02/12/2004  

 

Os kits de diagnóstico do Citomegalovírus tiveram sua comercialização descontinuada pelo fabricante.

Agradecemos a compreensão.

 

A Chlamydia trachomatis e a Neisseria gonorrhoeae são os patógenos mais comumente relacionados às doenças sexualmente transmissíveis, apresentando uma alta incidência em todo o mundo. Enquanto no homem, estes patógenos geralmente provocam infecções sintomáticas, levando-os a procurar logo por um serviço médico, entre as mulheres é alta a incidência de infecções assintomáticas.

Chlamydia Trachomatis

Em decorrência deste fator, muitas vezes a infecção só é detectada após o acometimento do trato genital superior, levando a sérias complicações como a Doença Inflamatória Pélvica e a Infertilidade.

Por esta razão, é de grande importância a realização de exames diagnósticos de rotina principalmente em pacientes jovens, mesmo que assintomáticas.

Acesse maiores informações clicando em um dos itens ao lado, ou para informações técnicas, clique aqui. 

Chlamydia trachomatis

As clamídias possuem parede celular similar a das bactérias gram negativas. Possuem tanto DNA como RNA, entretanto são obrigatoriamente intracelulares, pois são incapazes de sintetizar ATP.  Apresentam duas formas morfologicamente distintas: o corpo elementar que é  a forma infectante e de sobrevida extracelular limitada e o corpo reticulado que é a forma metabolicamente ativa e obrigatoriamente intracelular. O seu genoma é relativamente pequeno sendo constituído por cerca de 1 x 106 pares de bases.

As manifestações clínicas são determinadas pelo mecanismo de transmissão e pela propriedade da cepa infectante. Epidemiologicamente as infecções por Chlamydia trachomatis dividem-se em 3 categorias: tracoma clássico, doenças sexualmente transmissíveis e infecções perinatais oculares.

No trato genital a infecção, está associada a patologias como a uretrite, cervicite, endometrite, salpingite, doença inflamatória pélvica, linfogranuloma venéreo e a Síndrome de Reiter. A clamídia é considerada a principal causa de infertilidade em mulheres e muitas vezes não é acompanhada de nenhum outro sintoma que permita o seu diagnóstico.

Atualmente os métodos mais utilizados para diagnóstico da clamídia são a imunofluorescência e o ensaio imunoenzimático que, entretanto, apresentam baixa sensibilidade (70-85%) quando comparados à cultura de células.  Uma nova proposta é a utilização do método de detecção do ácido nucleico através do sistema de Captura Híbrida que apresenta como vantagens alta sensibilidade (97,7-100%) e especificidade (98,7-99,5%), além da possibilidade do exame ser realizado em amostras de urina, o que torna o exame menos desagradável ao paciente.    

Existem 15 sorotipos dessa bactéria. A tabela abaixo mostra a relação entre os sorotipos, o sexo acometido e as doenças causadas:

Sorotipos

Sexo

Síndrome

A, B, Ba, C

Ambos

Tracoma, conjuntivite

D, E, F, G,
H, I, J, K

Mulher

Uretrite, cervicite, endometrite,
salpingite, doença inflamatória pélvica.

Homem

Uretrite, prostatite, epididimite.

Ambos
Recém-nascidos

Conjuntivite, proctite, síndrome de Reiter, pneumonia

L1, L2, L3

Ambos

Linfogranuloma venéreo

  • Com aproximadamente 90 milhões de casos anuais, a infecção por chlamydia trachomatis é a DST (doença sexualmente transmissível) de maior prevalência no mundo. Considerando que esta infecção é freqüentemente assintomática e leva a outras implicações, como doença inflamatória pélvica aguda, gravidez ectópica, infertilidade e pneumonia infantil, o custo estimado nos Estados Unidos para diagnóstico e tratamento é de 2,2 milhões de dólares para cada 500 casos. Sendo assim, esta infecção é um importante problema de saúde pública, especialmente em países do terceiro mundo e em desenvolvimento. Os estudos revelaram que infecções passadas, e não infecções presentes, estão mais relacionadas com a infertilidade masculina. 

  • Cerca de uma em cada 20 mulheres sexualmente ativas e com menos de 25 anos, podem estar infectadas (95% das infecções tratadas com doxiciclinas são curadas). Algumas das indicações para se realizar o teste de detecção da clamídia são: em grávidas, antes do término da gravidez; menores de 25 anos, especialmente adolescentes sexualmente ativas; sangramento após o ato sexual ou entre os períodos menstruais. Para ler notícias recentes sobre o assunto, acesse a página www.ipog.com.br/noticia.htm .

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Neisseria gonorrhoeae

A gonorréia é uma doença sexualmente transmissível comum em várias partes do mundo principalmente em países subdesenvolvidos. Seu agente etiológico, a Neisseria gonorrhoeae, caracteriza-se por ser um diplococo gram negativo, imóvel, catalase e oxidase positivos.

No homem, a infecção é em geral sintomática, na forma de uretrite aguda, podendo evoluir para prostatite, epididimite e abscesso  peri-uretral. Na mulher a infecção é assintomática em 80% dos casos, sendo a cervicite mucopurulenta o sintoma mais freqüente. Até 20% das mulheres evoluem para doença inflamatória pélvica crônica com endometrite, salpingite, abscessos tubo-ovarianos e peritonite. Pode ocorrer também a infecção congênita, com a transmissão do gonococo durante o parto, sendo a conjuntiva o local mais afetado.  As complicações sistêmicas envolvem as artrites e dermatites e em casos mais raros, meningite osteomielite e endocardite.    

O diagnóstico, em geral, é feito através do esfregaço direto de secreções corado pelo método de gram com visibilização de diplococos gram-negativos ou através do crescimento bacteriano em meio de cultura. A sensibilidade destes métodos em secreção uretral de homens sintomáticos apresenta-se em torno de 95 a 99%,  entretanto em secreção endocervical a sensibilidade é bem menor (40-60%). A eficiência do diagnóstico através da cultura é  ainda  afetada quando é necessário o transporte do material.

O teste de detecção para gonococos através do sistema de Captura Híbrida tem  por vantagens além de alta  sensibilidade (93%) e especificidade (98,5%),  a possibilidade de oferecer o resultado em poucas horas (4hs),  permitindo o início precoce do tratamento.  

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Teste de Captura Híbrida

 

·        Chlamydia trachomatis (CT)  

·        Neisseria gonorrhoea (GC)  

·        Screening Chlamydia trachomatis e/ou Neisseria gonorrhoea (CT e/ou GC)    

 

Metodologia: Detecção do DNA bacteriano por hibridização molecular em microplaca e leitura por quimioluminescência. Sensibilidade: 1pg/ml de DNA(CT ; GC ; CT e/ou GC)

 

Indicações:

Uretrite/Cervicite

Rastreamento de pacientes assintomáticas

Infertilidade

Controle terapêutico 

 

Orientações ao Paciente:

Homem  

1. É necessária abstinência sexual de pelo menos 3 dias;  

2. Ficar sem urinar pelo menos 1 hora antes do exame;

Mulher  

1. Não estar menstruada ou fazer uso de ducha, creme ou pomada vaginal;

2. É necessária abstinência sexual de 3 dias.

 

Coleta:

Homem

1. Colher de 20 a 30 ml do primeiro jato de  urina em recipiente estéril (tubo cônico) e sem conservante.

2. Manter a urina à temperatura de 4-8°C até o momento da análise que deve ser realizada em até 4 dias após a coleta.

Mulher

A coleta deve ser realizada com kit coletor Digene, composto por uma escova cervical e um tubete com solução conservante.  

1. Não efetuar exame digital (toque), colposcopia ou assepsia prévia;  

2. A presença de sangue (não menstrual) ou de conteúdo vaginal alterado não influi no resultado;  

3. Se houver necessidade da coleta de citologia na mesma consulta, esta deve ser realizada em primeiro lugar;  

4. Remover o excesso de muco ao redor do orifício externo e da ectocérvix com algodão ou gaze;  

5. Introduzir  1 a 1,5cm da escova no canal cervical e rodá-la 3 vezes no sentido horário;  

6. Imediatamente inserir a escova no tubete, dentro da solução tampão;  

7. Quebrar a haste da escova e fechar o tubete e agitá-lo durante 30 segundos para homogeneizar a amostra;  

8. Identificar o tubete. 

O material é estável por até 15 dias à temperatura ambiente.

 

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Citomegalovírus (CMV)

O Citomegalovírus (CMV) é atualmente considerado um dos principais patógenos que afetam o ser humano. Suas manifestações clínicas possuem espectro extremamente amplo, sendo considerado como uma das principais causas de morbidade e mortalidade em pacientes imunocomprometidos.

O risco de infecção por este agente começa na vida intra-uterina (infecção congênita transplacentária) e persiste durante o nascimento (infecção perinatal, durante o parto ou amamentação) e período pós-natal (infância ou fase adulta) como infecção adquirida por via respiratória, oral, venérea, transfusão sanguínea e por transplante de órgãos.

O vírus é endêmico em todo o mundo e suas taxas de soro-prevalência variam entre 40 a 100% dependendo do nível sócio-econômico das comunidades estudadas. O CMV é encontrado em praticamente todos os líquidos e secreções  do organismo, assim sua maior ou menor transmissão depende em grande parte das condições de higiene, moradia e hábitos de cada população.

A maioria das infecções evoluem de forma assintomática, mas quando sintomáticas as manifestações clínicas são amplas, variando de apresentação e gravidade de acordo com a idade e o estado imunológico do paciente.

As manifestações são mais comuns em imunodeprimidos, portadores de AIDS, em pacientes pós-transplantes, pacientes no pós-operatório de cirurgias cardíacas e em portadores de neoplasias.

O quadro que a infecção pelo CMV apresenta é semelhante ao observado na mononucleose infecciosa, com sintomas pulmonares, gastro-intestinais ou neurológicos, febre, alterações hepáticas, linfadenopatia, leucopenia e/ou trombocitopenia.

O período de incubação após a infecção é de 4 a 12 semanas, quando o antígeno já pode ser detectado. Após este período ocorre a fase aguda da doença, onde o vírus é encontrado em secreções corporais, o que pode continuar por toda a vida. Logo no início desta fase aparecem anticorpos da classe IgM e uma semana mais tarde os da classe IgG.

O vírus, após a infecção primária, persiste no organismo de forma latente, e sua viremia se mantém em níveis reduzidos. Esta latência, como nos demais vírus do grupo herpes, pode permanecer por toda a vida ou ainda apresentar um ou mais episódios de reativação. A imunidade desenvolvida se mantém por toda a vida, mas o vírus volta a replicar caso haja queda das defesas por fatores exógenos ou endógenos. Em pacientes imunodeprimidos a infecção secundária pode ser induzida por vírus exógenos.

Em gestantes, a infecção primária durante este período é muito mais danosa ao feto do que sua reativação. Estatisticamente, de 1 a 2% das mulheres grávidas desenvolvem infecção primária durante a gestação e, dentre elas, a infecção fetal ocorre em 30 a 50% dos casos. A reativação ocorre em 5 a 15% das gestações, com infecção fetal em cerca de 10% dos casos. No total, a infecção congênita pelo CMV ocorre em 1% dos fetos e apenas 5 a 10% destes desenvolvem sintomas clínicos. A presença, no feto, de anticorpos maternos não lhe confere proteção à infecção congênita.

A infecção congênita pode levar a lesões cerebrais, oculares, hepato-esplênicas com diferentes graus de gravidade (forma aguda e subaguda). No neonato pode ocorrer durante o parto por contaminação no trajeto vaginal ou ainda pelo leite durante o período de amamentação.

Teste de Captura Híbrida para CMV

Metodologia: Detecção do DNA viral através de hibridização molecular em microplaca e leitura por quimioluminescência. Sensibilidade de 2,1 pg/ml, equivalente 5 X 104 genomas/ml.  O teste pode ser qualitativo ou quantitativo.

Indicações:

Para mulheres grávidas (pré-natal), pacientes imunocomprometidos (com AIDS,  transplantados, etc.) e monitoramento terapêutico. 

Coleta :

O paciente deverá estar em jejum de 8 horas, coletar 4-7 ml de sangue total em tubo com EDTA e pode ser mantido em geladeira por até 4 dias.

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Dúvidas e Respostas Freqüentes

Clámídia

Posso me prevenir contra Clamídia usando camisinha?

Sim, você pode se prevenir usando camisinha, e esta é a maneira mais eficaz.

Posso ter Clamídia mesmo sendo virgem?

Sim, pois esta bactéria pode ser transmitida pelo simples contato íntimo, mesmo que não ocorra a penetração.

A Clamídia tem cura?

Sim, a Clamídia é uma doença sexualmente transmissível que tem cura.

Citomegalovírus

O que é CMV?

É um vírus que causa infecção na maioria da população. Apesar da infecção ser freqüente, o CMV raramente causa doença em indivíduos com um sistema de defesa normal. Já as infecções em recém-nascidos, transplantados e pessoas com HIV pode causar uma doença podendo levar a serias complicações.

Como posso me contaminar?

A contaminação pode ocorrer logo após o parto, pois crianças ainda muito jovens podem se infectar com CMV ao entrar em contato com o vírus presente no colo do útero da mãe durante o nascimento, durante a amamentação ou ainda ser infectada por outra criança; e na idade reprodutiva, pois pelo fato do CMV ser encontrado tanto no colo do útero feminino como no sêmen masculino, essa infecção pode também ser transmitida pelo contato sexual.
A infecção pode ainda ser causada por transfusão de grandes volumes de sangue contaminado.

Como posso me prevenir?

Como ainda não existem vacinas eficazes para prevenção da infecção pelo CMV, e o vírus pode ser transmitido através do contato sexual, é importante usar preservativos em toda relação, ter parceiro fixo ou reduzir o numero de parceiros. Como a infecção também pode ser transmitida ao recém-nascido durante o parto é importante ter uma assistência pré - natal adequada.

Quais são os sintomas da infecção?

Na maioria dos casos a infecção por CMV é assintomática, e a detecção só poderá ser feita através de exames de sangue. Portanto, seu medico é a melhor pessoa para estar lhe orientando.

Quais são os exames para detectar CMV?

A presença da infecção pelo CMV pode ser detectada através de pesquisa de anticorpos contra o CMV ou pela detecção do próprio vírus no sangue, na urina ou em outros fluídos orgânicos. Hoje se dispõem de testes muito sensíveis, como o exame de Captura Híbrida que é um teste de biologia molecular onde se consegue identificar a presença de certos vírus com muita certeza e exatidão.

Qual o melhor tratamento?

Existem tratamentos eficazes. Todavia é importante que esse tratamento seja conduzido por um médico infectologista experiente.

CMV tem cura?

A evolução por essa infecção depende muito do sistema de defesa do organismo. Em geral, um adulto com defesas normais se cura quase sempre, enquanto que em pacientes com defesas comprometidas, as chances de cura sem seqüelas são bem mais remotas. Todavia o medico infectologista é a melhor pessoa para orientá-lo neste assunto.

O CMV causa complicações na gravidez?

Em grávidas que tiveram infecção pelo CMV antes da gestação e se curaram não oferecem risco significativo de infectar o feto ou recém-nascido. Somente aquelas que adquiriram a infecção durante a gravidez são as que oferecem risco maior de transmissão ao filho. Todavia é importante fazer um acompanhamento pré- natal adequado.

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