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ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS) RECONHECE O PAPEL DO TESTE PARA O
DNA-HPV NO RASTREAMENTO DO CÂNCER CERVICAL. O
câncer do colo uterino é o segundo tipo de câncer mais comum em
mulheres no mundo, com 500.000 novas mulheres diagnosticadas e 250.000
mortes todos os anos. Quase 80% dos casos ocorrem em países em
desenvolvimento e, em muitas regiões, o câncer cervical é o tipo de câncer
mais comum nas mulheres. Ao
liberar as recomendações da IARC, o Dr. Peter Boyle, recentemente
nomeado diretor da agência, disse: "nosso próximo principal desafio
na prevenção desse câncer é desenvolver e utilizar um teste simples
para o HPV que possa ser disponível em todo o mundo, mesmo em áreas com
poucos recursos". Desde o começo deste ano, já se antecipando às
necessidades da sociedade, a Digene fez parceria com o Program for
Appropriate Technology in Health (PATH) para desenvolver um teste de
HPV especial para ser usado em países em desenvolvimento. Teste
de HPV O
câncer cervical é uma rara conseqüência da infecção pelo papilomavírus
humano (HPV), uma infecção comum e transmitida sexualmente, a qual é
responsável por mais de 95% dos casos de câncer cervical. Esta infecção
caminha para novos rumos de controle através do rastreamento e vacinação.
Neste contexto, testes para identificar a presença do DNA viral em
amostras de células epiteliais têm sido estabelecidos como um passo na
identificação das condições potencialmente pré-cancerosas. O grupo
concluiu que há evidências suficientes de que o teste de HPV pode
reduzir a mortalidade decorrente do câncer cervical. A
IARC cita que o reconhecimento da infecção pelo HPV como tendo relação
direta com as lesões precursoras do câncer cervical tem "implicações
profundas para a prevenção desse tipo de tumor". O parecer da agência
também observa que uma mulher pode ser considerada virtualmente livre do
risco de desenvolver câncer cervical quando da ausência de uma infecção
persistente pelos tipos de alto risco desse vírus. Assim, diz a IARC, "se
justifica o uso do teste para HPV de alto risco no rastreamento e no
manejo das pacientes". O relatório recomenda também que
profissionais da saúde e a população geral sejam educados sobre o HPV e
suas conexões com o câncer cervical. O
Dr. Thomas Wright, Jr, professor de patologia da Columbia University
em Nova York, EUA, foi um dos estudiosos que fizeram parte do painel da
IARC. Falando esta semana durante a abertura da 52ª Reunião Clínica
Anual do American College of Obstetricians and Gynecologists, onde
mais de 10 apresentações destacaram o mesmo tema ele citou: A
vantagem do teste de HPV é o seu alto valor preditivo negativo, o que
permite que as mulheres tenham a certeza de que, quando o resultado do
teste é negativo, efetivamente elas não têm doença cervical. Em
contrapartida, a sensibilidade do Papanicolaou é incrivelmente variável,
dependendo dos laboratórios e de outros fatores. Outra vantagem de se
testar o HPV, é que ele é capaz de predizer quais mulheres poderão
desenvolver doença no futuro. Baseado nas informações atualmente disponíveis,
eu discutiria com os médicos qual seria a melhor maneira de usar o teste
de DNA-HPV como primeira linha no rastreamento do câncer cervical,
reservando o exame citológico para determinar as mulheres DNA-HPV
positivas que necessitam de testes adicionais. Entretanto, o FDA aprovou
recentemente o uso do teste somente em conjunto com o Papanicolaou, para o
rastreamento de mulheres com 30 anos ou mais. O
relatório da IARC indica que os métodos mais comuns para testar o
DNA-HPV são a Captura Híbrida® da Digene e o PCR. No entanto, ressalta
que "somente a Captura Híbrida® tem a aprovação do FDA como
teste para rastreamento e manejo" de resultado citológico
indeterminado. O relatório indica também que "novos sistemas
comerciais de rastreamento necessitam de rigorosas avaliações e validações
antes de serem adotados pelos sistemas de saúde pública". Ressalte-se que o teste de Captura Híbrida® para os tipos de alto risco do HPV, aprovado pelo FDA e pela ANVISA, foi utilizado em estudos com mais de 100.000 mulheres e os resultados podem ser conhecidos em mais de 300 publicações científicas. Fontes:
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HPV 2004 - Esta edição traz o resumo de algumas das principais pesquisas apresentadas na 21.a. Conferência Internacional sobre o Papilomavírus Humano, com os comentários do Dr. Sérgio Nicolau. Custo-benefício do teste de DNA-HPV para rastreamento do câncer cervical em mulheres com 30 anos ou mais. POBASCAM - Population Based Screening Study Amsterdam - Estudo para implementação do teste de HPV de Alto Risco no rastreamento do câncer cervical, baseado em dados de 44.102 mulheres, durante os próximos 5 anos. DNA-PAP agora é o método rotineiro na Columbia University para melhor proteger as mulheres contra o câncer cervical. Comparison of Manual and Automated Methods of Liquid-Based Cytology: A Morphologic Study. Seroanalysis of Chlamydia trachomatis and S-TORCH agents in women with recurrent spontaneous abortions.
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