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Atualizado em: 24/05/2004

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A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS) RECONHECE O PAPEL DO TESTE PARA O DNA-HPV NO RASTREAMENTO DO CÂNCER CERVICAL.

O câncer do colo uterino é o segundo tipo de câncer mais comum em mulheres no mundo, com 500.000 novas mulheres diagnosticadas e 250.000 mortes todos os anos. Quase 80% dos casos ocorrem em países em desenvolvimento e, em muitas regiões, o câncer cervical é o tipo de câncer mais comum nas mulheres.

 Ao liberar as recomendações da IARC, o Dr. Peter Boyle, recentemente nomeado diretor da agência, disse: "nosso próximo principal desafio na prevenção desse câncer é desenvolver e utilizar um teste simples para o HPV que possa ser disponível em todo o mundo, mesmo em áreas com poucos recursos". Desde o começo deste ano, já se antecipando às necessidades da sociedade, a Digene fez parceria com o Program for Appropriate Technology in Health (PATH) para desenvolver um teste de HPV especial para ser usado em países em desenvolvimento.

 Teste de HPV

O câncer cervical é uma rara conseqüência da infecção pelo papilomavírus humano (HPV), uma infecção comum e transmitida sexualmente, a qual é responsável por mais de 95% dos casos de câncer cervical. Esta infecção caminha para novos rumos de controle através do rastreamento e vacinação.  Neste contexto, testes para identificar a presença do DNA viral em amostras de células epiteliais têm sido estabelecidos como um passo na identificação das condições potencialmente pré-cancerosas. O grupo concluiu que há evidências suficientes de que o teste de HPV pode reduzir a mortalidade decorrente do câncer cervical.

A IARC cita que o reconhecimento da infecção pelo HPV como tendo relação direta com as lesões precursoras do câncer cervical tem "implicações profundas para a prevenção desse tipo de tumor". O parecer da agência também observa que uma mulher pode ser considerada virtualmente livre do risco de desenvolver câncer cervical quando da ausência de uma infecção persistente pelos tipos de alto risco desse vírus. Assim, diz a IARC, "se justifica o uso do teste para HPV de alto risco no rastreamento e no manejo das pacientes". O relatório recomenda também que profissionais da saúde e a população geral sejam educados sobre o HPV e suas conexões com o câncer cervical.

O Dr. Thomas Wright, Jr, professor de patologia da Columbia University em Nova York, EUA, foi um dos estudiosos que fizeram parte do painel da IARC. Falando esta semana durante a abertura da 52ª Reunião Clínica Anual do American College of Obstetricians and Gynecologists, onde mais de 10 apresentações destacaram o mesmo tema ele citou: A vantagem do teste de HPV é o seu alto valor preditivo negativo, o que permite que as mulheres tenham a certeza de que, quando o resultado do teste é negativo, efetivamente elas não têm doença cervical. Em contrapartida, a sensibilidade do Papanicolaou é incrivelmente variável, dependendo dos laboratórios e de outros fatores. Outra vantagem de se testar o HPV, é que ele é capaz de predizer quais mulheres poderão desenvolver doença no futuro. Baseado nas informações atualmente disponíveis, eu discutiria com os médicos qual seria a melhor maneira de usar o teste de DNA-HPV como primeira linha no rastreamento do câncer cervical, reservando o exame citológico para determinar as mulheres DNA-HPV positivas que necessitam de testes adicionais. Entretanto, o FDA aprovou recentemente o uso do teste somente em conjunto com o Papanicolaou, para o rastreamento de mulheres com 30 anos ou mais.

O relatório da IARC indica que os métodos mais comuns para testar o DNA-HPV são a Captura Híbrida® da Digene e o PCR. No entanto, ressalta que "somente a Captura Híbrida® tem a aprovação do FDA como teste para rastreamento e manejo" de resultado citológico indeterminado. O relatório indica também que "novos sistemas comerciais de rastreamento necessitam de rigorosas avaliações e validações antes de serem adotados pelos sistemas de saúde pública".

Ressalte-se que o teste de Captura Híbrida® para os tipos de alto risco do HPV, aprovado pelo FDA e pela ANVISA, foi utilizado em estudos com mais de 100.000 mulheres e os resultados podem ser conhecidos em mais de 300 publicações científicas.

Fontes:

 

No IPOG News 26: 

HPV 2004 - Esta edição traz o resumo de algumas das principais pesquisas apresentadas na 21.a. Conferência Internacional sobre o Papilomavírus Humano, com os comentários do Dr. Sérgio Nicolau. 

Custo-benefício do teste de DNA-HPV para rastreamento do câncer cervical em mulheres com 30 anos ou mais. 

POBASCAM - Population Based Screening Study Amsterdam - Estudo para implementação do teste de HPV de Alto Risco no rastreamento do câncer cervical, baseado em dados de 44.102 mulheres, durante os próximos 5 anos. 

DNA-PAP agora é o método rotineiro na Columbia University para melhor proteger as mulheres contra o câncer cervical.

Comparison of Manual and Automated Methods of Liquid-Based Cytology: A Morphologic Study.

Seroanalysis of Chlamydia trachomatis and S-TORCH agents in women with recurrent spontaneous abortions.